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Seminário Internacional A imagem: Aspectos analíticos e transdisciplinares

A Porto de Cultura realizou nos dias 25 e 26 de agosto o Seminário “A imagem: aspectos analíticos e transdisciplinares”.


O evento, que aconteceu no teatro e auditório da Unibes Cultural, teve como objetivo promover uma reflexão sobre a atual produção artística da América Latina e sua inserção na arte contemporânea, confrontando-a com o estudo de pesquisadores e professores sobre o tema.


O Seminário contou com três mesas de debates com a participação de artistas renomados como a fotógrafa e escritora de origem maia, Maruch Sántiz Gómez; o artista plástico, escritor e diretor paraguaio Fredi Casco; e o artista e ativista político Marcelo Brodsky. Participaram ainda a historiadora Sylvia Valdés, o antropólogo Darío Arce Asenjo e Geoffrey Kantaris, do Centre of Latin American Studies da University of Cambridge. A curadoria do seminário foi de Marly Porto, diretora da empresa Porto de Cultura e mestranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo.


Durante o evento foram sorteados livros de arte doados pela Editora Cosac & Naify e do catálogo da Porto de Cultura. Além disso, a editora montou um estande no local onde os participantes puderam adquirir livros com 30% de desconto.


O Seminário foi patrocinado pelo Instituto Votorantim e tem apoio institucional do Consulado General y Centro de Promoción de la República Argentina, Fundación PROA, Comitê Brasileiro do ICOM – ICOM-BR, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e SP-Arte/Foto.


 

Confira a programação:

 

Killing, Fredi Casco

 

Mesa 1 - ESPAÇOS E TEMPOS DA IMAGEM

Dia 25, das 14h às 17h.

O debate avaliou como o ato de ver está condicionado a um comportamento cultural repleto de significados e não é neutro. Artistas que fazem uso de imagens e de elementos da cultura de massa incorporando-os ao seu trabalho desvalorizam o aqui e agora da obra original. E, ao transitar entre passado e presente ressaltam a fragmentação da experiência do espectador que, assim como a nossa memória, é fragmentada e incompleta.

 

Participantes

- Fredi Casco (Paraguai)

- Geoffrey Kantaris (Inglaterra)

- Sylvia Valdés (Argentina)

 

 

La Clase, Marcelo Brodsky

 


Mesa 2 - A IMAGEM: ASPECTOS ANALÍTICOS

Dia 26, das 9h às 12h.

Os pintores latino-americanos dos anos 1920 construíram um amplo debate de ideias sobre a natureza da arte e sua relação com a nacionalidade. Escreveram Manifestos e se preocuparam em refletir sobre a sociedade e as possibilidades de mudança com ênfase no campo cultural. Os Manifestos apresentavam as propostas mais inovadoras e a retórica contida nesses documentos se voltava para a promoção de uma nova estética. Nas décadas posteriores o continente esteve atravessado pelas ditaduras militares, as quais acabaram por influenciar os traços gerais da arte latino-americana, uma vez que a censura incorporada pelos golpistas obrigava a criação de uma nova linguagem. O debate apresentou uma releitura da produção artística do período pós-ditadura, procurando traçar paralelo entre o conteúdo das produções da primeira metade do século passado e aquela apresentada nos dias atuais.

 

Participantes

- Darío Arce Asenjo (Uruguai)

- Geoffrey Kantaris (Inglaterra) 

- Marcelo Brodsky (Argentina)

 

Escoba, Maruch Sántiz Gómez

 


Mesa 3 - A IMAGEM: ASPECTOS TRANSDISCIPLINARES 

Dia 26, das 14h às 17h.

O conteúdo abordado na terceira etapa do seminário privilegiar o debate sobre a importância da imagem para construção da memória em distintos contextos socioculturais e seu uso nas relações interculturais como, por exemplo, o caso dos indígenas na América Latina e o candombe na cultura hispano-americana.

 

Participantes

- Darío Arce Asenjo (Uruguai)

- Maruch Sántiz Gómez (México)

- Sylvia Valdés (Argentina)

 

 

Curadoria: Marly Porto

 


 

Serviço

Data: 25 e 26/08

Local: Unibes Cultural

Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré (ao lado da estação de metrô Sumaré)

 

Inscrições encerradas

Certificado de participação: Todos os certificados de participação foram encaminhados para o e-mail informado pelo participante no ato da inscrição. No caso de problemas, dúvidas ou sugestões entre em contato pelo email contato@portodecultura.com.br ou pelo telefone (11) 4702 6336. 

 

Imprensa

Priscila Basilio – Assessoria de Imprensa
Fones: (11) 3536-1156 / (11) 9 9824-0579
E-mail: priscila.basilio@ferba.com.br / priscilaferrio@gmail.com

 


 

Sobre os participantes:


Darío Arce Asenjo

Doutor em Antropologia pela Universidade Paris III - Sorbonne Nouvelle, sua tese, atualmente em processo de publicação na França, é uma reflexão sobre a construção identitária indígena no Uruguai, em interação com as memórias familiais e a história nacional. Asenjo tem como foco de interesse as temáticas da memória e da miscigenação, sendo os principais campos de estudo a cultura afro-uruguaia e a herança cultural indígena no Uruguai. Também pesquisa sobre as práticas funerárias e os cultos sincréticos principalmente no Chile (Vírgem da Tirana, Cristo Nazareno, culto a Emile Dubois, “Animitas” nos Andes). Em 2010, apresentou a performance audiovisual “IJOU, otra mirada al Charrúa”, no Museo de Arte Precolombino e Indigena de Montevid, que abarcava os chamados “zoológicos humanos” europeus do século XIX. Cruzou os seus objetos de estudo em Etnologia (Licenciatura e Mestrado) na Universidade Lumière Lyon II com a escritura e produção de filmes documentários e diversos trabalhos audiovisuais, muitos selecionados para serem exibidos em festivais no Peru, França, Bélgica, Suíça, Brasil, Uruguai, Líbano e Estados Unidos. Atualmente é pesquisador associado na Universidad de la República (Uruguai) e participa do CREDAL (Centre de Recherches et d’Etudes sur l’Amérique Latine) do IHEAL (París). Em fevereiro de 2015 viajou com o fotógrafo Guillaume Plisson para produção de livro de Light Graf no Chile e Bolívia sobre a relação entre a memória, o tempo e o espaço, a ser publicado na França.

 

Fredi Casco

Artista plástico, escritor e diretor paraguaio. A obra de Fredi Casco explora questões relacionadas aos meios de comunicação, reprodutibilidade técnica, cultura popular e indígena, religiosidade e psicanálise. Esteve presente em importantes exposições internacionais, tais como Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, Brasil, em 2001 e 2005; Bienal de Havana, Cuba, em 2009; Bienal de Veneza, Itália, em 2013, e na exposição coletiva “America Latina, 1960 – 2013 Photographs”, na Fondation Cartier pour l’art contemporain (Paris, França) em 2013. É também editor da revista sul americana “Sueño de la Razón”, co-fundador de “El Ojo Salvaje / Mes de la Fotografía en Paraguay” e co-diretor da editora independente “Ediciones de la Ura”, em Asunción.


Geoffrey Kantaris

Autor de inúmeros artigos e publicações, Geoffrey Kantaris foi diretor do Centre of Latin American Studies da University of Cambridge entre 2005 e 2010 e, desde 2007, é editor do “Bulletin of Latin American Research (Wiley-Blackwell)”. Sua pesquisa se concentra no cinema latino-americano produzido no período pós-ditadura, com ênfase nas produções realizadas na Argentina, Colômbia e México, e em questões relacionadas com a modernidade e pós-modernidade, problemática e desigual da América Latina. Seu estudo tem como objetivo contribuir para a compreensão dos novos desenvolvimentos culturais na América Latina e seu ponto de intersecção com os sistemas globais de intercâmbio cultural e econômico.


Marcelo Brodsky

Vive e trabalha em Buenos Aires. Artista e ativista político, exilou-se em Barcelona durante o golpe militar do General Videla, em 1976, quando estudou Economia na Universidad de Barcelona e Fotografia no Centro Internacional de la Fotografía. Em 1984, quando a ditadura militar chega ao fim, regressa para a Argentina e dá início ao projeto “Buena Memoria”, um ensaio visual que trata da memória coletiva durante os anos da ditadura, inspirado nas emoções e experiências pessoais daqueles que viveram este período. Situada no limite entre instalação, performance, fotografia e monumento, a série combina texto e imagem. “Buena Memoria” foi exibida mais de 140 vezes em espaços públicos e instituições como o Museo Nacional de Bellas Artes em Buenos Aires, em 2010; a Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2011 e o Sprengel Museum de Hanover, em 2007. Um de seus projetos mais recentes foi “La Consulta del Dr. Allende”, realizado em parceria com o artista Arturo Duclós e exposto no Museo de la Memoria y los Derechos Humanos em Santiago. Recentemente publicou “Once@9:53”, uma fotonovela que combina reportagem e ficção, e o livro “Tiempo de Árbol”. As obras de Marcelo Brodsky estão presentes nas coleções do Museum of Fine Arts Houston; Tate Collection de Londres; Museo Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires; Museo de Arte Moderno de Buenos Aires; Center for Creative Photography de Tucson; Sprengel Museum de Hannover; Museo de la Memoria y de los Derechos Humanos de Santiago de Chile; Museo MALI de Lima, entre outros. Em 2008, recebeu o Prêmio pelos Direitos Humanos outorgado por B’nai B’rith Argentina. Em 2014, recebeu o Jean Mayer Award do Tufts University Global Leadership Institute.

 

Maruch Sántiz Gómez

Nasceu em 1975, na comunidade de Cruztón, na cidade de Chamula, Estado de Chiapas (México). Atualmente vive e trabalha em San Cristobal de Las Casas. Fotógrafa e escritora, a obra de Maruch Sántiz Gómez explora as crenças e condições de vida de seus antepassados indígenas. Procura mostrar por meio de imagens e comentários em tzotzil, espanhol e inglês as precárias condições de vida dos habitantes destes povoados. Os comentários fazem referência ao conhecimento que lhe foi transmitido quando pequena por sua bisavó que, ao longo da vida, a artista pode apreendê-los durante suas viagens por diferentes comunidades em Chamula. Ao associar suas crenças às imagens que cria, Maruch nos leva para além do campo visual retratado e abre as portas para um mundo de ideias e conceitos coletivos que fazem parte e integram a alma da natureza e dos objetos. Dessa forma, ao mesmo tempo em que preserva costumes, ritos e conhecimentos de seu povo para as gerações futuras, a artista cria relações interculturais, transita entre passado e presente, por meio de imagens que vão muito além da mera documentação. Maruch foi contemplada pelo programa Jóvenes Creadores do Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA) do México. Em 2006, obteve o terceiro lugar na 2ª Biennal de Fotografía Chiapas. Em 2012, recebeu a medalha de mérito pelo prêmio “Don Benito Juarez”. Participou da exposição coletiva “America Latina, 1960 – 2013 Photographs”, na Fondation Cartier pour l’art contemporain (Paris, França) em 2013. Sua obra já foi exposta no México, Estados Unidos e Europa.


Sylvia Valdés

Doutora em História pela L’Ecole de Hautes Études em Sciences Sociales, atualmente é Professora da Universidad de Buenos Aires. Sylvia Valdés publicou diversos livros entre os quais “Arte pensamiento y política en la história de América Latina proyecto para el PLED” em 2014, “Poéticas de la imagen digital – Cuadernos del Centro de Estudios en Diseño” em 2011, “Marcel Duchamp – América Latina” em 2009, “Diseño y comunicación formación de posgrado y hermenêutica. Cuadernos del Centro de estudios en diseño y comunicación Universidad de Palermo” em 2009, entre outros. Como parte de seu projeto de pesquisa Sylvia Valdés participou do curso de Pós Graduação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, entre 2009 e 2010, com o projeto “Estudos de linguagens” e dirigiu os projetos “O corpo como território de significados” e “Arquitetura social, desenho participativo e orientação cooperativista” em parceria com a Universidade de São Paulo e a Universidad Nacional de Misiones, e “Pensamiento arte y diseño latinoamericanos como ejes de inserción social” para o Ministério da Educação da República Argentina.

 


 

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